Dois funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos tiveram seus pedidos de visto negados pelo governo brasileiro e não poderão viajar ao país nesta semana. A decisão ocorre em meio ao período pré-eleitoral e provocou repercussão política e diplomática.
Segundo informações divulgadas, os representantes americanos pretendiam se reunir com autoridades eleitorais e líderes religiosos para discutir temas como liberdade de expressão e o funcionamento do sistema eleitoral brasileiro.
Governo brasileiro viu risco de interferência
A avaliação do governo federal foi de que a missão não se enquadrava no modelo tradicional de observação internacional das eleições. Integrantes do governo entenderam que a visita poderia levantar questionamentos sobre a segurança das urnas eletrônicas às vésperas da votação.
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) classificaram a iniciativa como “escandalosa” e “inusitada”, defendendo que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se manifeste oficialmente sobre o episódio.
Posição dos Estados Unidos
O Departamento de Estado dos EUA afirmou que a viagem fazia parte de uma agenda diplomática rotineira e negou qualquer intenção de interferir no processo eleitoral brasileiro.
Fim de semana teve movimentação política
O episódio aconteceu em um fim de semana marcado por acontecimentos políticos importantes.
O senador Flávio Bolsonaro oficializou sua candidatura em um evento que contou com a participação do presidente argentino Javier Milei e com um vídeo do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu em apoio ao parlamentar.
Durante o evento, Milei fez críticas ao governo brasileiro e ao ministro Alexandre de Moraes.
Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou um artigo no Washington Post, no qual criticou as tarifas impostas ao Brasil pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que não aceitará interferência externa no processo eleitoral brasileiro.


