Com cerca de 845 mil eleitores, região entra no radar das eleições de 2026 com sete nomes que podem disputar votos e mudar a representação dos Campos Gerais na Assembleia Legislativa do Paraná
A disputa deve ganhar ainda mais força nos próximos meses, principalmente em Ponta Grossa, principal colégio eleitoral da região, onde diferentes grupos políticos já começam a movimentar suas bases em busca de votos.

Julio Kuller aparece entre os principais nomes de Ponta Grossa
Pelo PL, Julio Kuller aparece como um dos nomes de destaque em Ponta Grossa.
Presidente licenciado da Câmara Municipal, Kuller possui cerca de 20 anos de atuação no Legislativo e, segundo informações divulgadas sobre sua trajetória, acumula mais de 400 leis.

Mabel Canto busca a reeleição
Mabel Canto, do Progressistas, é atual deputada estadual e busca a reeleição.
Nas eleições de 2022, recebeu 70.215 votos em todo o Paraná, sendo 51.375 somente em Ponta Grossa.
Com uma base eleitoral consolidada e a força política da família Canto, Mabel aparece novamente entre os principais nomes da cidade. O desafio será manter sua votação diante do surgimento de novas candidaturas.

Geraldo Stocco também entra na disputa
Outro nome de Ponta Grossa na disputa é Geraldo Stocco, do PV, partido que integra a Federação Brasil da Esperança, formada por PT e PCdoB.
Politicamente próximo do deputado federal Aliel Machado, Stocco representa um campo de oposição ao governo municipal.

Moacyr Fadel
Em Castro, um dos principais nomes da disputa é Moacyr Fadel, do PSD.
Ex-prefeito de Castro por quatro mandatos, Fadel foi eleito deputado estadual em 2022 com 41.588 votos.
Além da experiência como prefeito e deputado estadual, Fadel também já presidiu entidades de representação dos municípios do Paraná.

Do PSD, Hussein Bakri busca a reeleição. Ex-prefeito de União da Vitória, possui longa trajetória política e ocupa posição de liderança na Assembleia Legislativa do Paraná.
Sua atuação política e articulação com lideranças de diferentes municípios fazem com que também entre no radar eleitoral dos Campos Gerais e Centro-Sul.

Pelo Novo, o deputado estadual Fábio Oliveira também busca a reeleição.
Entre as pautas associadas ao seu mandato estão temas como transparência pública, desenvolvimento tecnológico e controle dos recursos públicos.

A deputada estadual Márcia Huçulak também aparece no cenário eleitoral.
Sua atuação na Assembleia está concentrada principalmente em temas relacionados à saúde pública, direitos das mulheres e da pessoa idosa.
A divisão dos votos pode ser decisiva
Com vários candidatos disputando espaço nos mesmos municípios, a fragmentação dos votos pode ser um dos principais elementos da eleição.
Embora os Campos Gerais tenham um eleitorado expressivo, a divisão entre diferentes candidaturas pode dificultar que a força eleitoral regional se transforme em um número maior de representantes na Assembleia Legislativa.
Na prática, não basta conquistar uma votação forte em apenas um município. A capacidade de cada candidato de ampliar sua votação regionalmente poderá fazer diferença na corrida por uma cadeira.
Saúde, rodovias e desenvolvimento devem entrar no debate
Entre os temas que devem ganhar espaço durante a campanha estão demandas históricas dos Campos Gerais e do Centro-Sul, como:
- Saúde pública
- Educação e universidades
- Rodovias e infraestrutura
- Segurança pública
- Desenvolvimento econômico
- Geração de empregos
Com diferentes grupos políticos buscando espaço, esses assuntos deverão ser utilizados pelos candidatos para apresentar propostas e conquistar eleitores.
Uma disputa que ainda pode mudar
O cenário eleitoral ainda está em construção e novos nomes podem surgir até a definição das candidaturas.
Por enquanto, Julio Kuller, Mabel Canto, Geraldo Stocco e Moacyr Fadel aparecem como alguns dos principais nomes ligados aos Campos Gerais, enquanto candidatos de outras regiões também deverão disputar votos no território.
Com aproximadamente 845 mil eleitores, a região tem peso suficiente para influenciar diretamente a composição da Assembleia Legislativa do Paraná.
A grande questão será saber quantos candidatos conseguirão transformar sua força local em uma votação regional capaz de garantir uma cadeira na Alep.



