Mais de 30 pessoas registram prejuízo após viagem para Porto de Galinhas não acontecer em Ponta Grossa

Uma viagem para Porto de Galinhas (PE), que deveria acontecer entre os dias 13 e 19 de julho de 2026, terminou em frustração para dezenas de moradores de Ponta Grossa. Segundo uma das vítimas, mais de 30 pessoas afirmam ter sofrido prejuízos financeiros após o passeio não ser realizado.

O caso foi registrado em boletim de ocorrência na 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa e será investigado pela Polícia Civil do Paraná como suspeita de estelionato.

Em entrevista ao Portal, Vanessa Correia de Albuquerque, uma das vítimas, contou que conheceu a responsável pela organização da viagem durante outras excursões realizadas anteriormente, o que fez com que confiasse na contratação do pacote turístico.

“Eu conheci a guia em outras viagens que fizemos juntas para Bombinhas e Morretes. Por isso confiei quando ela anunciou as viagens para Porto de Galinhas”, relatou.

Segundo Vanessa, o valor médio do pacote foi de aproximadamente R$ 3 mil por pessoa, pago meses antes da data prevista para o embarque. Ela afirma que um grupo foi criado no WhatsApp para reunir os passageiros, mas, mesmo com a aproximação da viagem, poucas informações eram repassadas.

Desconfiada da situação, a vítima disse que procurou agências de turismo da cidade e entrou em contato diretamente com o hotel onde o grupo supostamente ficaria hospedado.

“Descobri que não havia nenhuma reserva em meu nome. Também liguei para o hotel e fui informada de que não existia qualquer hospedagem reservada”, afirmou.

Ainda conforme o relato, na véspera da viagem os telefones utilizados para contato deixaram de receber chamadas e mensagens. Desde então, segundo as vítimas, não houve mais retorno.

Vanessa afirma que os passageiros criaram um grupo para reunir os supostos prejudicados. De acordo com ela, mais de 30 pessoas já relataram prejuízos, que somariam mais de R$ 90 mil apenas entre os integrantes identificados pelo grupo.

A vítima também relata que havia divulgação de outros pacotes turísticos para diferentes destinos. Essa informação, assim como os demais fatos narrados no boletim de ocorrência, deverá ser apurada durante a investigação da Polícia Civil.

Além do valor pago pela viagem, muitos passageiros afirmam ter adquirido malas, roupas e outros itens para o passeio, aumentando o prejuízo financeiro após o cancelamento.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Paraná, que deverá apurar as circunstâncias da ocorrência e eventual responsabilidade dos envolvidos.

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